quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Linhas de Torres - a propósito dos 200 anos!


Desenvolver a identidade, desenvolver a estratégia. Aplicando uma estratégia de Identidade Competitiva segundo Simon Anholt. As Linhas de Torres: criativas, com pertença, específicas, motivadoras, significativas e elementares. 6 razões pelas quais as Linhas de Torres são o único símbolo, imagem de marca, para uma boa identidade competitiva de Torres Vedras para o Mundo.

Espero sinceramente e acredito que as comemorações das Linhas de Torres sejam o mote para uma já atrasada estratégia de identidade competitiva e promoção internacional de Torres Vedras, ambiciosa e sustentada. Aguardo que de um programa de simples comemoração, participada pela sociedade civil, passemos para uma estratégia turística integrada baseada na Linhas de Torres, como matéria inigualável para o lançamento e promoção internacional de Torres Vedras. Do ponto de vista turístico, as Linhas de Torres são a única possibilidade, por muito que gostemos dos campos de golfe, do vinho, das praias ou do Carnaval, todas estas expressões mais não conseguiram que ser instrumentos potenciados e potenciadores de uma marca forte de Torres Vedras - as Linhas de Torres Vedras.

São 6 as características que o permitem e que não se conseguem aplicar a qualquer outra manifestação torriense.

Criativas (surpreendentes e memoráveis): não por se tratar de uma invenção mas sim pelas possibilidades inovadoras de abordagem ao mercado turístico e na perspectiva que é dada às pessoas sobre esta identidade; Sentimento de pertença (inquestionavelmente pertencentes a Torres Vedras e a mais lado nenhum): as Linhas de Torres distinguem-nos de todas outras cidades do Mundo de uma forma que todos podem reconhecer e à qual dão credibilidade. As pessoas claramente reconhecem esta ligação das Linhas de Torres a Torres Vedras; Específicas: pois referem-se a uma história muito específica sobre Torres Vedras e permitem uma estratégia de comunicação com os potenciais visitantes e interessados muito focada; Motivadoras: tem potencial para agregar novos comportamentos, acções e iniciativas dos cidadãos e da comunidade envolvente e provocar algumas mudanças de atitude e comportamento; Significativas: as iniciativas não podem ser só interessantes e motivadoras para os locais mas têm que possuir um relevo para fora das fronteiras da cidade e do país. Têm que ser relevantes para potenciais consumidores e turistas - como as Linhas de Torres; Elementares: as Linhas de Torres são simples, facilmente utilizáveis, práticas e com força suficiente para terem um significado para diferentes pessoas em diferentes circunstâncias, durante um longo período de tempo, permitindo que vários agentes da comunidade possam desenvolver actividade com elas relacionadas, nomeadamente empresas no seu dia-a-dia em concordância com os seus objectivos privados, para além, obviamente das organizações sem fins lucrativos.

sábado, 24 de Outubro de 2009

Os bons e os maus


Preto e branco, bons e maus! Tudo simples, como convém nestas idades...

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Como se um filho mudasse de casa...


Como se um filho mudasse de casa e fizesse uma festa com muitos amigos. Não sei se é a mesma coisa (pois ainda nenhum dos meus filhos mudou de casa precipitando a fase do ninho vazio) mas é como se fosse. Passados quase 15 anos da fundação do ATV (faz a 11 de Fevereiro de 2010), ver esta associação com esta vitalidade e com cada vez mais adeptos participativos é um orgulho, um regozijo e um prazer tremendo. Começámos na cave dos pais do Nuno, "o Pinhas", um dos fundadores e primeiro Presidente do ATV, passámos para uma loja no Shopping Center S. Pedro, gentilmente cedida pelo Sr. Joaquim Ministro Baptista, no mandato do Pedro Mateus, seguimos para a Av. General Humberto Delgado, em sede arrendada no mandato do então Presidente Nuno Bettencourt, descemos até ao edifício da ex. Creche do Povo, ao lado do Teatro Cine, no mandato do então e actual Presidente Rui Estrela da Silva, em espaço cedido pela Câmara Municipal e agora desembocamos no Largo do Grilo. Foi uma longa caminhada, cheia de muitas actividades, criatividade, esforço, dedicação, voluntariado, espírito associativo, inovação, participação, desportivismo, oportunidades, projectos, ideias, sonhos, luta, alegrias, poucas tristezas, desilusões, surpresas, energia, motivação, cidadania, crescimento, maturação, entreajuda, novos amigos, conflitos, aproximações e muita, muita vontade fazer por Torres Vedras, pelo Oeste, por Portugal e por um Mundo melhor. O espaço nunca foi o mais importante. Não será agora que o vai ser. Nós faremos dele um instrumento de dinamização do Centro Histórico e do ATV. Espaço de encontro e de criação. Porta local para o nosso mundo. Em Novembro também mudaremos de casa na Internet. Mantemos a morada mas faremos obras profundas. Será uma nova fronteira. Hoje como no princípio, se tens uma ideia, um projecto, achas que te enquadras nos nossos valores e objectivos e partilhas este desejo de construir para todos mais e melhor, junta-te a nós, seja onde for...

domingo, 20 de Setembro de 2009

O voto egoísta!

Gostas que te chamem incapaz? E que te tratem com o paternalismo de quem sabe sempre o que é melhor para ti? Achas que nada te diferencia dos outros? Sentes que não devem valorizar o que fazes individualmente?
Qual será a razão que me leva a crer que há cada vez mais pessoas a responder que sim a estas perguntas? Não tenho a certeza mas há algumas pistas:
- o crescimento do número de pessoas que pensa votar naqueles que defendem que o estado tudo pode;
- a contínua tolerância e voto naqueles que continuam defender "trabalho igual, salário igual" quando interpretam isto como, nome da categoria igual, salário igual;
- cada vez maior existência de políticas públicas assistencialistas que não promovem as competências dos cidadãos e alimentam os mecanismos de dependência;
- subalternização do interesse público (de todos nós) a bem do interesse individual;
- a inconsciência sobre a origem da riqueza de um país e a ideia que não adianta fazer mais e melhor porque não virá bem nenhum por isso;
- a desresponsabilização individual (o cidadão) com a responsabilização do colectivo (estado, na versão errada que são todos os outros e não todos nós).

Enfim outros dados existirão. O importante a salientar é que continuamos muito preocupados com todas razões que não controlamos e que nos impedirão de obter o que queremos e usamos esta situação como desculpa para não nos esforçarmos, para não arriscarmos, para não nos dedicarmos e logo para não nos responsabilizarmos. Temos medo do sucesso e da responsabilidade que ele trás. Temos medo da autonomia e da responsabilidade que ela trás. Por isso queremos sempre mais Estado. Por isso chegámos a este estado. Preferimos dizer mal dos políticos, dos empresários, dos patrões, do que trabalhar com eles, como eles ou em vez deles para atingirmos os nossos desígnios individuais e colectivos. Esquecemos que ninguém nos substitui ao mesmo tempo que ninguém é insubstituível. Esquecemos que a riqueza tem que ser criada, não nasce nas árvores. Para isso, no mundo de hoje, é preciso mais formação (não a de encher chouriços), mais esforço, mais inovação e por vezes mais criatividade. É preciso capacidade autocrítica e de tolerância a uma avaliação permanente que permita a melhoria.

Se afinal estou enganado e as premissas de que parto no início deste texto são falsas então serás certamente capaz ou estarás motivado para responder:

O que pretendes fazer pela tua comunidade, país, concelho, empresa? Que inovações, descobertas, ideias, gostarias de ter? Quando os teus filhos e netos falarem dos teus feitos e da tua vida o que queres que estes possam dizer que fizeste em favor do próximo?

Afinal, só assim é que as sociedades evoluem! Ou já apagámos tudo isto da nossa memória colectiva?

quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Sempre indiscritível, sempre fascinante...uma nova vida!

No passado dia 15 de Julho nasceu o Pedro, o nosso terceiro filho. Nasceu de parto natural, sem anestesia, com o pai ao lado da mãe até se ouvir o primeiro choro. Jamais poderei cair em mim da felicidade de ter podido presenciar o nascimento dos meus 3 filhos. Viver o momento mais significativo das suas existências in loco. A ansiedade do está quase, o surgimento da cabecinha, aquele corpo frágil ainda que tonificado e activo, o primeiro choro ainda antes da separação umbilical, a tesoura passada para as minhas mãos e o simbolismo do corte, que implica a primeira das autonomias e que carrega uma dependência ímpar entre os seres vivos. O primeiro toque, o primeiro beijo, o primeiro colo e as boas vindas. Fiz sempre questão de lhes dizer nesse momento "Bem vindo!". É nesse momento que escorrem as emoções, que sentimos que estamos vivos, que vemos do que somos feitos e que nos consideramos diferentes. Depois das muitas "maldades" que o pessoal de serviço (impecável) lhe fez lá foi conhecer de perto a sua mãe antes de uma merecida pausa para recuperar força. No berçário mostrou uma faceta. - Pai! - pareceu dizer - A minha curiosidade é maior que a força que supostamente tenho no pescoço e por isso deixa-me começar já a mirar tudo e sempre que te fores embora daqui e me deixes sozinho vou-me queixar! - atento desde o início, activo mas contemplador notou a presença e choramingou sempre que me afastei. E assim se formam os laços. Não muito tempo depois a Catarina e o Francisco conheceram o irmão. Até hoje, vivem deliciados por ele e mimam-no até não poderem mais. Ajudam a dar-lhe banho e afastam-se dos cocós. Bem vindo Pedro! Força, agora é contigo que nós ajudamos! Obrigado Paula!

domingo, 12 de Julho de 2009

Mashup... o ATV volta a inovar!



Não sou crítico de teatro mas sempre tive um carinho especial pela arte dramática. Para além disso tenho esta relação umbilical ao ATV. O espectáculo de ontem, no Teatro Cine de Torres Vedras foi um momento singular, daqueles que marcam o seu tempo. Aposto que daqui a 10 anos se falará deste espectáculo como referência para a marcação de um tempo. De um tempo e de uma cidade. Há 10 anos atrás seria inimaginável um espectáculo como este em Torres Vedras. Há bem menos tempo, "A relíquia", com a Maria do Céu Guerra, no mesmo Teatro Cine, levantou as vozes da moral e dos bons costumes, do conservadorismo bacoco e provinciano. Há cerca de 10 anos atrás "As obras completas de Shakeaspeare em 97m" agitavam as águas sociais de uma Torres Vedras cultural e socialmente estagnada no pensamento crítico, criação, inovação e oportunidade de desenvolvimento individual bloqueadas. Assistia-se a uma sangria de quadros de todas as áreas para fora de Torres Vedras. Mashup é uma criação made in Torres Vedras para o mundo. Quem não viu perdeu um momento na história de Torres. Uma sala cheia para um espectáculo em cheio. A forma como vi este espectáculo foi iconológica. Representa um sentir de novo, uma visão perturbada no sentido de quem não deixa de se questionar e de questionar os outros. Provocador. Um anti manifesto, sem mensagem nem moral da história, que deixa o público à procura de rumo. Exigente mas para todos. Uma produção contemporânea e muito profissional (com muito amor à camisola) e cheia de ritmo. Um ritmo da vida vivida para sentir, cair, levantar, amar, odiar mas jamais ser indiferente... ou também sê-lo. Se a Patrícia Portela escreve em 2.0, Mashup, sendo teatro, é 3.0. As gerações da Internet reciclam tudo até criar!

domingo, 28 de Junho de 2009

Já viram bem Santa Cruz?

É com muito orgulho e satisfação que chamo a atenção para a Praia de Santa Cruz, em Torres Vedras. Depois de anos de atentados urbanísticos e abandono, Santa Cruz está a renascer requalificada. Há alguns anos rogavam-se pragas às faltas de estacionamento, serviços bancários e de correios (em condições), etc. Quem já não vai a Santa Cruz há uns anos, ou mesmo quem lá não vai desde o ano passado, não sabe o que está a perder. Santa Cruz é um destino de eco turismo para todo o ano e uma estância balnear familiar de grande qualidade ambiental durante a época de veraneio que agora iniciamos. Navio, Mirante, Centro e Sta Helena têm todas Bandeira Azul. Torres Vedras figura no clube restrito de Quality Coast (em Portugal apenas Aveiro também tem acesso). Santa Cruz também tem 5 praias de Qualidade Ouro (Classificação atribuída pela Quercus, sendo elas: Amanhã, Formosa, Mirante, Navio e Pisão. As bolsas de estacionamento criadas permitem deixar o carro e tranquilamente andar a pá até ao centro (tantando acabar com a mania de deixar o caro encostado à cadeira da esplanada). Quem estiver mais destreinado tem um frequente "comboio" que o poderá transportar pelos principais "sítios" de Santa Cruz (e até Santa Rita). Para os amantes das caminhadas, 2009 traz um paçadisso junto à praia que percorre todo o areal de Santa Cruz, desde a Azenha até à Praia de Navio. De noite ou de dia permite um tranquilo e retemperante passeio (isto para além dos Passeios Pedestres organizados - ver http://www.atv.pt/). Este equipamento é uma das novidade de 2009, que apresenta um conjunto de novos apoios de praia (para o ano ficam completos com a intervenção na Praia da Física e do Centro). Muita qualidade nos apoios de praia para um melhor serviço áqueles que procuram Santa Cruz durante todo o ano. Os arranjos dos espaços públicos de outros anos foram agora complementados e a Azenha de Santa Cruz abriu ao público depois de uma fantástica recuperação. Está um espaço a não perder para conhecer o património de Santa Cruz. Enfim, estes e muitos outros atractivos que o Homem agora acrescentou ou emendou. Claro, o mar e a praia são os grandes atractivos de um espaço referência para os desportos de ondas. Também já há mais e melhor restauração, bem como mais alguma (pouca) hotelaria. Aqui ainda estamos a necessitar de mais alguma coisa mas para já Santa Cruz está muito bem e recomenda-se.